quarta-feira, 20 de abril de 2011

Fernando Nobre, como caiu nessa?

Mudar de ideias ou de partido político não é prova de incoerência. A forma como isso se faz é que pode ser incoerente. Apoiar uma candidatura do Bloco de Esquerda, do PS, ou candidatar-se como inependente pelos PPD/PSD, na imediata sequência em que as respectivas eleições aconteceram é que pode parecer inconsequente. Mas o Dr. Fernando Nobre chama a isso uma manifestação da sua independência. Também se pode dizer que é um direito, o direito de ele não saber o que quer. Será, também, no mínimo, o abuso da parvoíce quando se candidata a deputado e só aceitará o mandato se for eleito Presidente da Assembleia. E como é que o líder do PSD foi nessa?

terça-feira, 19 de abril de 2011

"Incompetentes, preguiçosos e mentirosos"

Houve quem se sentisse ofendido por um líder filandez quando ele disse que os seus compatriotas não têm que ajudar um país de incompetentes, perguiçosos e mentirosos, referindo-se ao nosso.
Desde o fim do sec. XVIII que só em três anos é que conseguimos exportar mais do que importamos: de 1940 a 1943, por causo do volfrâmio que exportávamos para a Alemanha e outros países em guerra. Claro que isto só poderia dar num défice e num impobrecimento relativo, aos outros países. Também não nos distinguimos por maior produtividade que os filandeses. Por último, mentirosos. Então não é o que os nossos políticos chamam ao primeiro ministro eleito democraticamente?

As Agências de rating já mandam no Mundo

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s reduziu, pela primeira vez em 70 anos, sua avaliação sobre a dívida americana, passando a perspectiva de “estável” para “negativa” por causa do imenso déficit fiscal de US$ 1,5 trilhão dos EUA. Atualmente, para cada dólar que o governo federal gasta, arrecada menos de US$ 0,60. Com déficit elevado e uma economia combalida, o país vem crescendo seu endividamento. Alguns analistas também entendem que a notícia pressiona democratas e republicanos e chegarem a um entendimento político sobre como cortar o déficit. Em meados da década de 90, duas outras agências de risco, a Moody’s e a Fitch, já tinham acenado com um rebaixamento, retirado logo depois. Com o anúncio da S&P, os mercados caíram em Nova York e em vários países da Europa. Os EUA, no entanto, continuam um país “AAA” para investir. (Da imprensa brasileira).
Entretanto, o Sec. de Estado Financeiro noirteamericano, Gaitshel, disse que a análise da Agência era política... Pergunto se ele queria dizer que apoia os republicanos...
E como se dizia antigamente, "assim vai o Mundo".

sexta-feira, 8 de abril de 2011

As Agências de Rating a tangenciar o crime!

As Agências de Rating começam a ser "oficialmente" desacreditadas, por especulação a favor dos grandes investidores, interessados e beneficiadores do clima de risco artificial para, assim, verem os juros aumentados. Sabe-se, agora, que há investidores que são acionistas daquelas agências, que emprestaram dinheiro a Portugal e a outros países, logo, com juros praticados mais altos por que as notações de rating atribuídas era mais baixas. Os fundos Capital Group, Capital World Investors é o maior detentor de ações na Standard and Poor's e também tem uma boa percentagem na Moody's. Um grupo de economistas portugueses (Professor José Reis e outros) resolveu apresentar uma queixa à Procuradoria Geral da República com base na falta de transparência, informação privilegiada e participação indevida em negócio. O caminho vai ter de passar por uma agência pública, controlada por um organismo internacional, com âmbito europeu ou mundial, consoante se conseguir decidir, para acabar com este farrobodó. Diz-se também que as agências não se aperceberam das diversas "bolhas", imobiliárias e outras, que levou à Crise de 2008, que causou enormes prejuízos a grandes investidores e, agora, como boas serventuárias, estão a fazer esta "sale besogne" de aumentar os riscos artificialmente.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Um Golpe de Estado ou o Samba do criolo doido

O Sr. Presidente da República, no discurso de disolução da A. da R. deixou entender que o Governo em Gestão poderia contar com o seu apoio no caso de ter de recorrer ao FMI. Como? O Governo responde políticamente perante a Assembleia, não perante o PR. Mas dá-lhe apoio público! Onde é que isto está na Constituição? O Governo viu chumbado o seu PEC IV na A. da R. por todos os partidos da oposição. O Governo em Gestão está impedido de fazer compromissos internacionais que influenciem a situação do país para além dos seus três neses de gestão de assuntos correntes. A minha impressão é que se instaurou um verdadeiro golpe de Estado "constitucional", com o PR a dizer que apoia o que só a A. da R. poderia apoiar, que não existe para apoiar o que quer que seja. E o líder do maior partido da Oposição diz que apoia os planos do governo, em matéria de pedido de auxílio. Como? Assina-os com o Governo? Compromete-se publicamente como apoio ao que ao Governo compete? Quer governar na oposição com eleições marcadas? O samba do criolo doido tem uma letra mais lógica!

terça-feira, 29 de março de 2011

Parabéns à Crise...

As Agências de Rating olham para Portugal de maneira diferente da que olharam para a Grécia e para a Irlanda, quando foram assinados os programas de auxílio financeiro do FMI. A Grécia era encarada como um país sem clareza nas suas contas, com dificuldades que lhe advinham da adesão despreparada ao Euro. A Irlanda era vista como uma vítima sem poder de reacção a uma bolha imobiliária enorme que contaminou o sistema bancário. Portugal, hoje, é visto de maneira diferente: não apresenta competitividade e o outlook de crescimento económico é o mais baixo da União. Resultado, as dúvidas sobre o pagamento das nossas dívidas crescem, os juros sobem, as dúvidas aumentam porque os juros sobem e estes sobem porque aquelas aumentam. Saída: Crise política!... Quem quisesse enterrar o país não encontrava melhor ideia. Parabéns PSD, parabéns PR... parabéns aos demais que acham que antecipar eleições vai ajudar.

sábado, 26 de março de 2011

Mereciamos melhor sorte!

O PSD votou contra o PEC4 na Assembleia. Passos Coelho, um dia depois, na reunião do Partido Popular Europeu, em Bruxelas, disse que se comprometeria com os objectivos daquele programa de regularização das contas públicas. O PSD votou contra a avaliação de professores mas diz que é a favor da avaliação. Os sindicatos tinham aprovado o sistema de avaliação mas apoiam a sua reprovação opela Assembleia da República.
Ontem, na entrevista à SIC, P. Coelho disse que o FMI não entraria em Portugal por sua vontade. Um minuto depois, dizia que a Grécia e a Irlanda pediram ajuda ao FNI e estão a pagar juros menores do que paga Portugal. Duas tiradas que me levam a pensar que P. C. é pior do que Manuela Ferreira Leite pensava, que o excluiu da lista de deputados do seu partido. Contradição à parte, embora cometido num espaço de 60 segundos seja grave, tem má informação. O capital emprestado pelo Fundo paga menos juro, mas o restante, que é muito mais, quer no caso da Grécia quer no da Irlanda, pagam muito mais do que opagavam e mais do que nós estamos a pagar. Mas se está convencido do contrário então porque é contra a entrada do FMI?
Portugal merecia uma melhor hipótese para Primeiro Ministro.
P'ra isto não valia a pena mudar de governo...